Após o ataque hacker contra a Bybit na última semana, o banco de criptomoeda Infini também perdeu boa parte do seus Ethers em uma ação criminosa.

Com sede em Hong Kong, a empresa se apresenta como um “neobanco de stablecoins”, com o propósito de facilitar novos meios de pagamentos.

Contudo, no início da semana, a empresa confirmou que estava ciente do roubo, após rumores circularem entre os clientes. Agora, até o programa de recompensas da fintech teve de ser suspenso, enquanto a empresa busca reaver seu saldo roubado.

A previsão da empresa é que em 3 a 4 semanas possa reestabelecer o pagamento de rendimentos a clientes, mas o caso segue acompanhado pela comunidade.

“Atualização sobre fundos e operações da Infini: Atualmente, mantemos os fundos da Infini na Cobo Custodian Wallet. Todas as funções do Infini Card — transferências, depósitos, saques e pagamentos — estão totalmente operacionais. A equipe está trabalhando para garantir a máxima segurança do recurso Infini Earn.

Esse processo levará cerca de 3 a 4 semanas, durante as quais a distribuição de rendimentos será temporariamente pausada. Atualizaremos o mais rápido possível quando o rendimento da Infini estiver de volta. A equipe da Infini também está colaborando ativamente com autoridades legais e SlowMist na investigação do hacking. Estamos fazendo um bom progresso. Quaisquer atualizações serão compartilhadas assim que as tivermos. Obrigado, nossa querida comunidade, por sua paciência e apoio. Tempos difíceis não duram, mas pessoas difíceis sim.”

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Banco de criptomoedas teve cerca de 50 milhões de dólares em Ethereum roubados

Apesar de ser uma empresa desconhecida no ocidente, a fintech Infini já movimenta grandes valores em sua estrutura.

Assim, muitos clientes se preocuparam ao saber que a empresa perdeu 49,5 milhões em USDC pela rede Ethereum, que depois os hackers transformaram em DAI, outra stablecoin.

Depois, os hackers efetuaram a troca de DAI para ether, lucrando 17.969 ETHs na ação criminosa. A carteira que recebeu o saldo permanece sob constante vigilância, para o caso de os hackers enviarem para alguma corretora serem capturados.

Mercado amplia vigilância em endereços suspeitos

Vale lembrar que com o aumento dos ataques hackers contra empresas centralizadas que operam como intermediadoras no mercado de criptomoedas, o monitoramento de carteiras começou a ser uma prática fundamental para rastreio de ativos roubados.

Além de investigadores independentes, como o ZackXBT, surgiram empresas especializadas em ajudar na recuperação de ativos.

Por fim, os casos recentes da Bybit e Infini mostram os riscos de realizar a custódia em empresas centralizadas, mesmo com a ampliação da vigilância de empresas do setor.