Uma previsão mostra como o avanço da inteligência artificial geral pode causar impactos importantes na ordem global

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Imagem feita com inteligência Artificial. Alessandro Di Lorenzo/Olhar Digital/DALL-E

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Os avanços da inteligência artificial já são impressionantes, mas a tecnologia deve ser aperfeiçoada ainda mais no futuro.

O objetivo é chegar ao que é chamado de IA Geral, ou seja, uma ferramenta capaz de realizar qualquer tarefa intelectual no nível dos humanos (ou até melhor).

Apesar das inúmeras potencialidades, este cenário também geraria efeitos negativos. Uma empresa que atua no setor decidiu criar uma previsão de como seria o mundo se esta barreira fosse quebrada. As conclusões não são nada animadoras.

Previsões sobre o futuro são pessimistas

  • A AI Futures Project espera que poderosos sistemas de inteligência artificial superem os humanos em 2027.
  • Espiões chineses acabaram roubando os segredos de IA dos EUA e a Casa Branca prepara retaliações.
  • Dentro de um importante laboratório, os engenheiros ficam assustados ao descobrir que seus modelos estão começando a enganá-los.
  • As previsões fazem parte de um projeto liderado por Daniel Kokotajlo, ex-pesquisador da OpenAI que deixou a empresa no ano passado devido a preocupações de que ela estava agindo de forma imprudente.
  • Enquanto estava na empresa responsável pelo ChatGPT, ele escreveu relatórios internos detalhados sobre como seria a corrida pela inteligência artificial geral.
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Tecnologia vai superar os humanos no futuro (Imagem: Anggalih Prasetya/Shutterstock)

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IA Geral vai promover uma revolução, mas há riscos

O resultado do trabalho foi chamado de AI 2027 e detalha o que aconteceria se as máquinas superassem os humanos. O relatório prevê que as IAs continuarão a melhorar a ponto de serem agentes totalmente autônomas.

O documento se concentra na OpenBrain, uma empresa fictícia de IA que constrói um poderoso sistema de inteligência artificial conhecido como Agent-1. Eles decidiram não destacar uma companhia em particular.

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Representação artística de uma IA Geral (Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital)

À medida que o Agent-1 melhora na codificação, ele começa a automatizar grande parte do trabalho de engenharia, o que permite que a empresa se mova mais rápido e ajuda a construir o Agent-2. No final de 2027, o Agente-4 já foi lançado e está fazendo grandes avanços em pesquisas todas as semanas, mas ameaça se rebelar.

O relatório termina aí. O objetivo não é continuar a história, e sim demonstrar um cenário possivelmente problemático, alertando para as necessidades de medidas de segurança mesmo quando tratamos de avanços tecnológicos.


Alessandro Di Lorenzo

Colaboração para o Olhar Digital


Alessandro Di Lorenzo é colaboração para o olhar digital no Olhar Digital

Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, tendo como foco a pesquisa de redes sociais e tecnologia.